Música: Pra não Dizer que não Falei de Flores




Pra não Dizer que não Falei de Flores
Autor: Geraldo Vandré
Álbum: Geraldo Vandré 
1976

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Esta música foi um marco na História do Brasil. Ela conseguiu ser um hino contra a Ditadura militar de 1964. Como havia muita repressão e censura, os compositores precisavam escrever coisas banais, mas que possuíam duplo sentido e pudessem ser aprovadas pelo regime, além de conseguir retratar toda sua indignação contra a dureza da política militar.

Letra




Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
  
Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Cifras

(Em D)
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Bm                D        A            E
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Bm                D        A            E
Caminhando e cantando e seguindo a canção
(Em D)                                     
Vem, vamos embora, que esperar não é saber  (2x)
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer 

(Em D)
Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
         Bm       D              A       E
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
         Bm       D        A            E
E acreditam nas flores vencendo o canhão
 (Em D)                                     
Vem, vamos embora, que esperar não é saber  (2x)
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer  
(Em D)
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
          Bm            D          A       E
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
        Bm          D        A          E
De morrer pela pátria e viver sem razão 
  (Em D)                                     
Vem, vamos embora, que esperar não é saber  (2x)
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer  

(Em D)
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
     Bm            D         A            E
Caminhando e cantando e seguindo a canção
     Bm          D         A           E
Somos todos iguais braços dados ou não
 (Em D)                                     
Vem, vamos embora, que esperar não é saber  (2x)
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer  
(Em D) 
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
    Bm            D          A           E
Caminhando e cantando e seguindo a canção
      Bm          D          A        E
Aprendendo e ensinando uma nova lição
(Em D)                                     
Vem, vamos embora, que esperar não é saber  (2x)
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer  

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